terça-feira, 3 de novembro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
cinemuquiamericana

Aprecio o tema há quase 10 anos, compartilho aqui uma visão incompleta que implica na seguinte hipótese documental: os fatos arqueológicos encontrados nos sítios onde se localizaram as fronteiras territoriais da guerra fria, no sudoeste da Ásia e na América tropical, comprovam que a estratégia de poder para conter a expansão do socialismo soviético para os países do chamado terceiro mundo, via implementada pelas chamadas democracias aliadas, durante a guerra fria, teve como fato, de um lado, a incorporação definitiva da canabis como ramo estratégico da indústria bélica, e por outro, a abstração psicossocial e jurídica e a consequente criminalização causal (psicotrópica) do fato arqueológico no ocidente, principalmente nos países do Terceiro Mundo. A canabis sativa, a maconha, diamba, jiamba, lhamba, jhambá, degustada no agreste brasileiro, acompanhada de farinha, mel, ou rapadura, iguaria conhecida pelo nome de muquirama, possui muitas variações genéricas e fitogeográficas pelo planeta e verifica-se tratar de uma especiação nativa das regiões tropicais, largamente utilizada como matéria prima para a arte humana desde civilizações remotas, e que na geopolítica da guerra-fria representava para a URSS o que em igual medida o algodão representava para os Estados Unidos neste mesmo período: um ramo estratégico da indústria armamentista, insumo de artefatos essenciais e de primeiras necessidades, que incluiam a alimentação e as vestimentas dos soldados e da população civil então ameaçada pelas expertises beligerantes. Fatualmente, o ano de 1962 localiza o início do fato arqueológico, quando, pela primeira vez durante a guerra, fora sutilmente observado pelo escritor inglês Anthony Burgess, no livro A Clockwork Orange, titulo orginal em inglês, cuja referência é o uniforme da seleção de futebol da Alemanha Ocidental, sitomaticamente usado pelos soldados debaixo dos uniformes de combate. Em 1972 este mesmo livro de Burguess fora interpretado, filmado por Stanley Kubrikc, no que alguns consideram o filme mais linha dura deste diretor americano. Burguess e Kubrick. O primeiro, oficial do exército inglês na Ásia; o segundo, cineasta diagnosticado "autista de alto desempenho", que em sua primeira direção (Spartacus, 1954) conduziu a maior produção épica americana de todos os tempos até aquele momento. Relatos na história do cinema registram que Burgess e Kubrick se odiaram de morte pelo posicionamento divergente diante da enunciação da narrativa escrita incialmente por Burgess, que no mesmo ano escreveria outro livro (Sementes do Mal), sobre o tema da desumanização do usuário de maconha e sua identificação com o protótipo do jovem eslavisado, que na realidade se encontrava do outro lado do front.A Stanley Kubrick coube revelar o que estava oculto na narrativa aparentemente libertária de Burguess, que representava a perversidade em estado de espírito dos personagens eslavos usuários de maconha, o principal insumo textil da industria bélica da URSs, que no livro é estrategicamente apresentado pelo oficial Burgess ao mesmo tempo que psicotropicalizado e transformado no principal assunto estratégico do eixo democrático a partir de 1962, que na prática apregoaria o combate/confisco das plantações de canabis no terceiro Mundo adequadamente associado ao combate ao terrorismo. A psicotropicaliazação do uso da canabis, registrada no artefato arqueológico, ou seja,no livro escrito por Burgess e interpretado por Kubrick, revela naquela época o vigor bélico de visões estratégicas ainda hoje muito presentes em certas compreensões arqueológicas do continente Americano.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Película X Digital
Em primeiro lugar, gostaria de colocar as coisas nos seus devidos lugares: com os avanços tecnológicos, se é que podemos chamar assim, se criou possibilidades de realização na captura de imagens dos produtos audiovisuais, que não existiam até então. O grande equívoco é querer comparar os métodos ou formas, ou tecnologias aplicadas nestas capturas por seus realizadores. E pior, querer enfiar por goela abaixo das pessoas que este é melhor que aquele.
Cada uma das tecnologias tem sua adequada aplicação. No final, tudo poderá ser chamado de audiovisual, porém, existe uma diferença enorme entre um produto produzido em vídeo digital para o produzido em película, e ponto. É uma questão técnica de engenharia em todos os sentidos e sabemos disso. São tecnologias completamente distintas.
Isto não diminui nem aumenta a estatura do artista que faz uma dessas opções, mas tem enorme influencia no conteúdo final estético de cada produto. Por mais avançado que seja o sistema eletrônico, ele “ainda” não atingiu nem na captura e nem na projeção digital, um resultado que chamo de “humanização da imagem”, quando captado no processo fotoquímico. Ora, se fazer um filme em película, não garante a qualidade da obra estética ou dramaticamente, é um conjunto de difíceis fatores a serem juntados que faz um filme ser bom ou ruim, em vídeo ou película.
Imaginemos que o mundo há cem anos utilizasse para a captura de imagens uma técnica chamada “vídeo digital” e anos mais tarde aparecesse um “louco” que utilizasse outra técnica de impressão num pedaço de “plástico” (celulóide), com 35 mm de espessura bruta e área útil de aproveitamento com apenas 22 mm, e ainda por cima, garante o “louco”, que projetando-se aquele pedacinho de “plástico” a uma distancia “X” de uma tela e ampliando o tal plástico em mais de 40, 60, 80 mil vezes seu tamanho original, daríamos de cara com o resultado das imagens nas telas nas quais nos acostumamos a ver?! Seria o maior invento da humanidade!!! Mas a história não foi esta, foi exatamente o contrário. Quero dizer com isso, que façam seus filmes como puderem, com a dignidade que seus recursos permitirem, sem comparações das tecnologias escolhidas e sim opções certas. Porque não há comparação.
Hoje em dia estas novas ferramentas nos deu condições de optar de acordo com o roteiro, a estética fotográfica, a arte, a finalização, a logística e agilidade, a estrutura de produção, e fundamentalmente o orçamento de cada filme. Que tecnologia usar neste ou naquele produto? Chamo atenção por exemplo: seria possível o grande fotógrafo Eduardo Serra (nosso meio patrício), fazer o filme Moça com Brinco de Pérola em vídeo e obter aqueles resultados fotográficos? Tenho certeza que não, pelo menos, ainda não.
Cezar Elias é Diretor de Fotografia
Fonte: Plano Geral - Blog do CTAV
Cada uma das tecnologias tem sua adequada aplicação. No final, tudo poderá ser chamado de audiovisual, porém, existe uma diferença enorme entre um produto produzido em vídeo digital para o produzido em película, e ponto. É uma questão técnica de engenharia em todos os sentidos e sabemos disso. São tecnologias completamente distintas.
Isto não diminui nem aumenta a estatura do artista que faz uma dessas opções, mas tem enorme influencia no conteúdo final estético de cada produto. Por mais avançado que seja o sistema eletrônico, ele “ainda” não atingiu nem na captura e nem na projeção digital, um resultado que chamo de “humanização da imagem”, quando captado no processo fotoquímico. Ora, se fazer um filme em película, não garante a qualidade da obra estética ou dramaticamente, é um conjunto de difíceis fatores a serem juntados que faz um filme ser bom ou ruim, em vídeo ou película.
Imaginemos que o mundo há cem anos utilizasse para a captura de imagens uma técnica chamada “vídeo digital” e anos mais tarde aparecesse um “louco” que utilizasse outra técnica de impressão num pedaço de “plástico” (celulóide), com 35 mm de espessura bruta e área útil de aproveitamento com apenas 22 mm, e ainda por cima, garante o “louco”, que projetando-se aquele pedacinho de “plástico” a uma distancia “X” de uma tela e ampliando o tal plástico em mais de 40, 60, 80 mil vezes seu tamanho original, daríamos de cara com o resultado das imagens nas telas nas quais nos acostumamos a ver?! Seria o maior invento da humanidade!!! Mas a história não foi esta, foi exatamente o contrário. Quero dizer com isso, que façam seus filmes como puderem, com a dignidade que seus recursos permitirem, sem comparações das tecnologias escolhidas e sim opções certas. Porque não há comparação.
Hoje em dia estas novas ferramentas nos deu condições de optar de acordo com o roteiro, a estética fotográfica, a arte, a finalização, a logística e agilidade, a estrutura de produção, e fundamentalmente o orçamento de cada filme. Que tecnologia usar neste ou naquele produto? Chamo atenção por exemplo: seria possível o grande fotógrafo Eduardo Serra (nosso meio patrício), fazer o filme Moça com Brinco de Pérola em vídeo e obter aqueles resultados fotográficos? Tenho certeza que não, pelo menos, ainda não.
Cezar Elias é Diretor de Fotografia
Fonte: Plano Geral - Blog do CTAV
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terça-feira, 28 de abril de 2009
Iª Mostra Felco Música
Contrariando as expectativas pessimistas de que o Duelo de MCs havia se acabado, o Coletivo Família de Rua, depois de três semanas de luto em protesto contra o uso abusivo e autoritário do espaço público, retoma as atividades dedicadas à cultura HIP HOP debaixo do viaduto Santa Tereza.
No dia 1º de maio, dia do trabalhador, a partir das 21h, sobem ao palco do Duelo os coletivos musicais Retrato Radical, Apóstolos MCs e Efecto!.
Esta programação toda especial integra a 4ª Edição BH do Festival Latino Americano da Classe Obrera (Mostra Música), sendo fruto de uma articulação da Rede Felco Minas entre os coletivos Família de Rua, Cine Clube na Tela e Cine Clube Movimenta.
A edição 2009 do Festival Latino Americano da Classe Obrera, intitulada “Memórias do Subdesenvolvimento”, com esta articulação faz pulsar ainda mais a cena cultural da cidade, que desde março oferece ao público da capital atividades variadas, entre mostra de cinema e vídeo, oficinas, debates, palestras e agora a primeira Mostra FELCO Música, cuja fortuna é a construção coletiva de um grande festival de música dedicado às lutas e realidade social da classe trabalhadora em toda a América Latina.
Vida Longa!
No dia 1º de maio, dia do trabalhador, a partir das 21h, sobem ao palco do Duelo os coletivos musicais Retrato Radical, Apóstolos MCs e Efecto!.
Esta programação toda especial integra a 4ª Edição BH do Festival Latino Americano da Classe Obrera (Mostra Música), sendo fruto de uma articulação da Rede Felco Minas entre os coletivos Família de Rua, Cine Clube na Tela e Cine Clube Movimenta.
A edição 2009 do Festival Latino Americano da Classe Obrera, intitulada “Memórias do Subdesenvolvimento”, com esta articulação faz pulsar ainda mais a cena cultural da cidade, que desde março oferece ao público da capital atividades variadas, entre mostra de cinema e vídeo, oficinas, debates, palestras e agora a primeira Mostra FELCO Música, cuja fortuna é a construção coletiva de um grande festival de música dedicado às lutas e realidade social da classe trabalhadora em toda a América Latina.
Vida Longa!
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sexta-feira, 27 de março de 2009
4º FELCO promove retrospectiva do cinema militante

Para quem vai ficar em BH no feriado de semana santa existe um ótimo programa cultural e educativo!
De 8 a 12 de abril, acontece no Cine Humberto Mauro, em Belo Horizonte, a 4ª edição do FELCO – Festival Latino Americano da Classe Obrera que tem proposta voltada para as produções cinematográficas de cunho social e artístico. Neste ano, o festival apresentará a Mostra Memórias do Subdesenvolvimento, que abre espaços para realizadores contemporâneos, cinema militante e vídeo-ativismo. Os filmes promovem a união entre os países da América Latina, integrando-os em um só continente: latino, indígena, negro e tropical. As temáticas falam sobre os movimentos sociais; as lutas e a realidade da classe trabalhadora de nossa América Latina; o reconhecimento dos povos através de movimentos urbanos; cultura popular; luta agrária e camponesa; movimento negro; e outros.
Durante cinco dias o público poderá conferir em BH as produções realizadas em várias partes da América Latina, não só produções atuais como também das décadas de 60 e 70. Grandes nomes do cinema latino marcam presença na mostra Cine Militante como Fernando Birri, Raymundo Glayzer, Maurice Capovilla, entre outros. Como exemplo das produções contemporâneas, o Festival traz novamente a obra do cineasta Carlos Pronzato, que este ano lança o livro Poemas Sem Terra, sobre sua experiência nos acampamentos do MST. Este ano o FELCO promove oficinas, show, debates e mostras itinerantes, sendo realizado com os benefícios da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.
Sessão homenagem:
Um grande ícone da produção realizada na década de 70 é, sem dúvida, o filme Los Traidores, com direção de Raymundo Gleyzer, cineasta desaparecido em 1976 em plena ditadura argentina. O filme é baseado em um conto de Victor Proncet, artista falecido recentemente em Buenos Aires, pai do cineasta Carlos Pronzato, que irá debater o filme e a trajetória do grupo Cine La Base com o público logo após a sessão – Dia 9/04 (quinta-feira), às 19h.
A programação completa está no site www.redefelcominas.ning.com
Exibições e debates com entrada gratuita.
O Festival
A primeira edição do Festival Latinoamericano da Classe Obrera foi realizada em 2004, na Argentina, por iniciativa do grupo Ojo Obrero de estudantes e militantes do Partido Obrero. Desde então é realizado com o objetivo de levar informação e cultura ao encontro do público.
O evento tem, dentre outros objetivos, fomentar o debate em torno da produção audiovisual da América Latina, com vistas na luta pela sobrevivência das comunidades. A Rede FELCO Minas (formada por vários coletivos, representantes de movimentos sociais e indivíduos) se compromete a levar tais objetivos adiante, estimulando o debate e também o pensamento crítico acerca do cinema.
Mostras Itinerantes
Outra característica do evento são as mostras itinerantes que ocorrem ao longo do ano, que costumam acontecer em espaços alternativos de exibição e locais que abrigam os movimentos sociais existentes da capital. Em 2009, estão previstas mostras nos seguintes locais:
Casa do Movimento Popular – Contagem
Data: 27 e 28 de março – Exibição da Mostra Video-ativismo e Realizadores Contemporâneos.
Espaço Ystilingue (Edifício Maleta)Data: 16 e 17 de abril - Exibição da Mostra Video-ativismo e Cinema Militante
Centro Cultural da UFMG
Data: 23 a 26 de abril – Exibição da Mostra Video-ativismo e Realizadores Contemporâneos.
Faculdade de Educação - FAE
Data: ainda a ser divulgada – Exibição da Mostra Cinema Militante e Realizadores Contemporâneos.
Escola Popular Orocílio Martins GonçalvesData: 7 e 8 de maio – Exibição da Mostra Cinema Militante e Realizadores Contemporâneos.
Oficinas
Em 2009, o FELCO traz para BH oficinas gratuitas de aperfeiçoamento e fruição cultural, voltadas para realizadores interessados e ao público em geral. Serão ofertadas quatro oficinas independentes cujas atividades conjugadas comporão o processo criativo de um vídeo, sendo uma oficina de comunicação de resistência, uma de ritmos populares, outra de cenas curtas e outra de ações colaborativas em tecnologias livres. Outras informações em www.redefelcominas.ning.com As inscrições para as oficinas devem ser feitas enviando email para: cineclubemovimenta@gmail.com com o nome da oficina no campo “assunto”.
Mostra Musical
Em homenagem ao Dia do Trabalhador, a 4ª Mostra FELCO BH 2009 também apresenta ao público o espetáculo musical “O Cardápio do Terceiro (I)Mundo, com o grupo de arte-educadores “SolnaMulêra”. O espetáculo convida todos a dar um passeio pelo caos gastronômico do século XXI, e tem como eixo principal a canção Mineirão S/A, cujo tema aborda a paisagem cotidiana dos pescadores da Pampulha no contraditório ambiente cosmopolita de Belo Horizonte.
Data: 1º de maio de 2009
Horário: 21h
Local: Embaixo do Viaduto Santa Tereza
Coletividade
Na primeira edição do FELCO, em Buenos Aires, participaram diretores e grupos de cinema da Bolívia, Equador e Argentina, país em que continua sendo realizado. No ano de 2005, foi realizada a Mostra Central na Bolívia, incluindo um encontro internacional. Já no final de 2008, o FELCO chegou ao Chile. No Brasil, foi realizada a mostra central internacional na capital paulista, em 2006 e em BH, o FELCO completa a quarta edição consecutiva.
4ª Mostra FELCO BH 2009 - Cine Humberto Mauro
Data: 8 a 12 de abril
Horários: 17h, 19h e 21h (domingo: 16h, 18h e 20h)
Endereço: Cine Humberto Mauro - Palácio das Artes
Av Afonso Pena, 1537. Centro. Belo Horizonte - MG. Cep 30130-004
Debates: quinta (9/04) às 21h e sexta (10/04) logo após a sessão de 19h.
Realização:
Rede FELCO Minas
http://redefelcominas.ning.com
Coletivo Movimenta.art
http://cineclubemovimenta.blogspot.com/
Contatos:
Aline Souza
(31) 8617-7972
souzaline@gmail.com
Neimar Alves
(31) 3475-3726
neimarab@gmail.com
Cineclube Movimenta.art
cineclubemovimenta@gmail.com
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
sementes do amanhã
ontem um menino que brincava me falou
que hoje é semente do amanhã
para não ter medo que este tempo vai passar
não se desespere não, nem pare de sonhar
nunca se entregue, nasça sempre com as manhãs
deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar
fé na vida, fé no homem, fé no que virá
nós podemos tudo
nós podemos mais
vamos lá, fazer o que será
Gonzaga Jr.
É com este espírito de cultivadores de um amanhã que se faz hoje a tantas mãos, ao pranto de todas as lágrimas e ao encanto de todos os sorrisos, que chegamos a esta 4ª Mostra Minas Gerais do Festival Latino Americano da Classe Obrera.
Para fazer frente às imagens e perplexidades eferentes desta que consideramos mais uma crise fantasma do modo de produção capitalista, sempre tão necessária à manutenção dos interesses dos possuidores de capitais, em oposição à crônica standard da grande imprensa pornô-video-financeira, é que nos esforçamos para trazer ao público de Belo Horizonte uma perspectiva mais duradoura e afetiva do processo histórico latino-americano, construída por nossos grandes artistas que dedicaram suas vidas e suas obras a revelar e combater as misérias impostas ao nosso povo pelas engrenagens do capitalismo mundial, como dantes, sob a regência dos grandes centros imperiais, atualmente mais sequiosos e dependentes de nossa natureza e matérias-primas, em troca das quais nos fornecem mazelas sustentáveis que, aqui e acolá, nos chegam em forma de commodites tecnológicas, receituários financeiros e, principalmente, da ideologia desenvolvimentista, acometida contra o povo pelas lideranças invertidas dos países latino-americanos pelo menos desde a década de 1950.
Tomados por esta perspectiva dedicamo-nos a reunir uma coleção de obras históricas constitutivas da memória profunda do cinema político latino-americano, que apresentamos sob o título mostra Memórias do Subdesenvolvimento, em referência honrosa ao clássico filme “Memorias Del Subdesarrollo”, realizado em 1968 pelo revolucionário cubano Tomás Gutiérrez Alea.
Em outras duas frentes de trabalho propusemo-nos a reunir nas mostras Realizadores Contemporâneos e Vídeo-Ativismo, de um lado, as novas tendências do cinema político realizado no Brasil e na América Latina, cuja orientação geral é a experimentação de linguagens destituídas de grandes pretensões estéticas, mas assumidamente comprometidas com as transformações sociais em curso no continente; e, de outro, um panorama com a insurgente produção militante e colaborativa produzida in loco por cineastas e coletivos que, a contramão das grandes agências neo-imperialistas que manipulam câmeras como armas de guerra para fissurar a resistência dos povos oprimidos, assumem a linha de frente dos conflitos com suas câmeras-escudos, a fim de resguardar aos movimentos populares o direito à sua própria imagem, denunciando as violências imputadas a homens, mulheres, crianças e idosos aos quais não restam opção se não a luta de classes.
Digno de menção é também a proposta que guia a realização do Felco em Minas Gerais, desde sua terceira edição, cujo destino manifesto é aperfeiçoar o seu caráter livre, colaborativo e horizontal e que, diferentemente do tradicional modelo corporativo de organização de mostras culturais, garante por esta singularidade a autonomia do Festival enquanto porta-voz artístico das lutas e utopias dos trabalhadores e trabalhadoras na América Latina.
Temos também inteira consciência de que ainda são muito limitados os mecanismos até então propostos para realizar esta autonomia junto aos coletivos e realizadores interessados em levar o Felco para suas comunidades, sendo esta a principal problemática que nos move a promover o Fórum Virtual de Debates, que a partir desta edição pretendemos que se torne instância permanente de busca por soluções compartilhadas para os desafios que pautam desde a origem a existência do Festival Latino Americano da Classe Obrera.
Vida Longa!
que hoje é semente do amanhã
para não ter medo que este tempo vai passar
não se desespere não, nem pare de sonhar
nunca se entregue, nasça sempre com as manhãs
deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar
fé na vida, fé no homem, fé no que virá
nós podemos tudo
nós podemos mais
vamos lá, fazer o que será
Gonzaga Jr.
É com este espírito de cultivadores de um amanhã que se faz hoje a tantas mãos, ao pranto de todas as lágrimas e ao encanto de todos os sorrisos, que chegamos a esta 4ª Mostra Minas Gerais do Festival Latino Americano da Classe Obrera.
Para fazer frente às imagens e perplexidades eferentes desta que consideramos mais uma crise fantasma do modo de produção capitalista, sempre tão necessária à manutenção dos interesses dos possuidores de capitais, em oposição à crônica standard da grande imprensa pornô-video-financeira, é que nos esforçamos para trazer ao público de Belo Horizonte uma perspectiva mais duradoura e afetiva do processo histórico latino-americano, construída por nossos grandes artistas que dedicaram suas vidas e suas obras a revelar e combater as misérias impostas ao nosso povo pelas engrenagens do capitalismo mundial, como dantes, sob a regência dos grandes centros imperiais, atualmente mais sequiosos e dependentes de nossa natureza e matérias-primas, em troca das quais nos fornecem mazelas sustentáveis que, aqui e acolá, nos chegam em forma de commodites tecnológicas, receituários financeiros e, principalmente, da ideologia desenvolvimentista, acometida contra o povo pelas lideranças invertidas dos países latino-americanos pelo menos desde a década de 1950.
Tomados por esta perspectiva dedicamo-nos a reunir uma coleção de obras históricas constitutivas da memória profunda do cinema político latino-americano, que apresentamos sob o título mostra Memórias do Subdesenvolvimento, em referência honrosa ao clássico filme “Memorias Del Subdesarrollo”, realizado em 1968 pelo revolucionário cubano Tomás Gutiérrez Alea.
Em outras duas frentes de trabalho propusemo-nos a reunir nas mostras Realizadores Contemporâneos e Vídeo-Ativismo, de um lado, as novas tendências do cinema político realizado no Brasil e na América Latina, cuja orientação geral é a experimentação de linguagens destituídas de grandes pretensões estéticas, mas assumidamente comprometidas com as transformações sociais em curso no continente; e, de outro, um panorama com a insurgente produção militante e colaborativa produzida in loco por cineastas e coletivos que, a contramão das grandes agências neo-imperialistas que manipulam câmeras como armas de guerra para fissurar a resistência dos povos oprimidos, assumem a linha de frente dos conflitos com suas câmeras-escudos, a fim de resguardar aos movimentos populares o direito à sua própria imagem, denunciando as violências imputadas a homens, mulheres, crianças e idosos aos quais não restam opção se não a luta de classes.
Digno de menção é também a proposta que guia a realização do Felco em Minas Gerais, desde sua terceira edição, cujo destino manifesto é aperfeiçoar o seu caráter livre, colaborativo e horizontal e que, diferentemente do tradicional modelo corporativo de organização de mostras culturais, garante por esta singularidade a autonomia do Festival enquanto porta-voz artístico das lutas e utopias dos trabalhadores e trabalhadoras na América Latina.
Temos também inteira consciência de que ainda são muito limitados os mecanismos até então propostos para realizar esta autonomia junto aos coletivos e realizadores interessados em levar o Felco para suas comunidades, sendo esta a principal problemática que nos move a promover o Fórum Virtual de Debates, que a partir desta edição pretendemos que se torne instância permanente de busca por soluções compartilhadas para os desafios que pautam desde a origem a existência do Festival Latino Americano da Classe Obrera.
Vida Longa!
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terça-feira, 27 de janeiro de 2009
4ª Edição da Mostra Felco BH 2009 - Inscrições até o dia 31 de janeiro

A 4º Edição da Mostra FELCO BH 2009 se prepara para receber a produção de grupos de cineastas e indivíduos. Este ano o tema é Memórias do Subdesenvolvimento, com mini-mostras de realizadores contemporâneos, cinema militante e videoativismo.
A Mostra FELCO BH 2009 acontece em espaços alternativos da cidade e no Cine Humberto Mauro de 8 a 12 de abril de 2009.
DIVULGUE!!
As inscrições podem ser feitas aqui neste site. O realizador deve preencher a ficha de inscrição e enviá-la juntamente com a cópia do filme em mídia DVD até o dia 31 de Janeiro.
O endereço para envio dos filmes é
CAIXA POSTAL 220 CEP 30161-970 Belo Horizonte – Minas Gerais – Brasil.
Inscreva-se AQUI
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